No decorrer da década de 70 era muito popular e, conforme percebi numa vista d’olhos no Google, continua viva a série de frases iniciadas por Amar é…, fórmula na qual se encaixa com perfeição tanto muito coisa bela e sábia, quanto mais coisa ainda insignificante e feia.

Edward Hopper (1882-1967) Summer Evening, 1947
Nunca me dediquei a definir os sentimentos mais significativos dos seres humanos, entre eles o amor, por entender que dezenas de pessoas mais capazes do que eu já o fizeram de maneira mais que satisfatória.
Na semana passada, porém, refletia sobre um relacionamento afetivo e, a partir de duas observações muito simples, me convenci de que não era amado: primeiro, a pessoa não faz muita questão de falar comigo; segundo, faz menos questão ainda de me ver.
Como resultado, cheguei ao seguinte entendimento do que vem a ser amar:
Amar é sentir intensamente, de modo intermitente, falta da conversação ou da presença que repercute no coração.
Como estamos às vésperas do Dia dos Namorados, achei que seria apropriado tomá-la como pretexto para mais um post deste Trevo do Talvez, do qual tenho me descuidado nos últimos meses.
Devo informar que, há mais de um ano, a mesma pessoa que suscitou o conceito de amar, me levou à conclusão que empreguei como título deste post muito desapaixonado.
0 Respostas para “Mais ama não aquele que mais perdoa, sim aquele que menos precisa ser perdoado.”