Dia 20 de agosto de 2008, publiquei aqui neste Trevo do Talvez um post cujo título, reproduzido adiante, resume o impacto que me causou, em 1985, o panorama desolador de uma região às margens da Estrada do Cerne, no Paraná.

Lévi-Strauss: “Cultura designa enriquecimento esclarecido do juízo e da capacidade de distinção”.
Se Claude Lévi-Strauss
revisitasse os Tristes Trópicos
morreria de desgosto. *
Ainda habitada por grupos indígenas descendentes daqueles com os quais o etnólogo manteve contato, na década de 1930 a cobertura vegetal tornava a região digna do adjetivo exuberante.
São quase 16 horas de 3-11-2009; acabo de tomar conhecimento da morte dele, ocorrida no último sábado, 1, em Paris. Sei que estava prestes a completar 101 anos, pois encerro o referido post informando que em novembro ele completaria um século de vida.
Antes de tudo, motiva-me escrever este novo post minha profunda admiração por ele enquanto pessoa e por tudo que acrescentou ao patrimônio cultural da humanidade.
Outra razão é a oportunidade de agradecer ao cineasta paraibano Vladimir Carvalho que, informado por mim de que meu objetivo principal ao me mudar de Salvador para Brasília, em 1977, era conhecer o Brasil, me presenteou com a seguinte indicação bibliográfica:
- Para conhecer o Brasil comece lendo Casa Grande & Senzala, Os Sertões e Tristes Trópicos.
Transmito esta indicação especialmente às l.035 pessoas que até hoje acessaram o post deste Trevo do Talvez que tem por título a seguinte pergunta:
Você se considera uma pessoa culta?
* Sei que em algum momento da década de 1990 Lévi-Strauss esteve aqui no Brasil. Algumas das declarações dele a respeito de lugares que pôde rever superficialmente corroboraram a impressão que tive às margens da Estrada do Cerne e que registrei como se fosse um haicai.
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