Admita, quando mais não seja, para efeito de raciocínio, que o escritor Honoré de Balzac tinha razão ao advertir que o tabaco ataca a inteligência, danifica o corpo e estupidifica nações inteiras.
Quem pretende atingir uma condição digna do vocábulo felicidade não pode, obviamente, prescindir da inteligência.
Pode, entretanto, continuar fumando e torcendo para que o autor da Comédia Humana não tenha razão ou, tendo, justo você seja a expressão da regra da exceção: ataca a inteligência dos outros, a minha, não!
Afinal, há um tipo de liberdade acessível a qualquer um: a de escravizar-se ao que proporciona prazer.