Você enche sua cabeça de futilidades ou de coisas significativas; vazia ela não fica.
Aqui vão umas futilidades e umas coisas significativas:
Nas filas, de graça, cursos de paciência.
A utilização em larga escala de equipamentos eletrônicos vai acabar criando uma geração que, por hábito, não saberá calcular de memória quanto é dois mais quatrocentos e quarenta e quatro.
O e-mail ressuscitou a Carta; ai de quem não sabe se expressar por escrito.
Como foi?
Foi assim: o primeiro entrou pra dentro; o segundo subiu pra cima; o outro saiu pra fora e o último desceu pra baixo. Quando a Polícia chegou para prender o que sabia menos Português não encontrou ninguém.
Do pedantismo
Chega uma pedante. Cita de uma vez Cecília Meireles, Sófocles e Paracelso. Depois proclama pomposamente estar relendo a Comédia Humana e distraída confessa que só pega num livro quando chove.
Do trânsito de veículos
De tão estúpidos, uns motoristas parecem caçadores de pedestres.
Por preguiça de serem prudentes, muitos pedestres morrem.
Do observar
Usufruir de prazer artístico requer tempo e paciência. No ritmo e brevidade que marca a vista de tantas pessoas a galerias e museus não se tem acesso a esse prazer. Ludwig Feuerbach, o mestre de Karl Marx, dizia que muitas vezes a descoberta da beleza de um Quadro depende de dispormos de uma cadeira.
Do Arroio ao Mar
Arroio, regato intermitente; regato, curso de água estreito, pouco volumoso e de pequena extensão; riacho, rio pequeno, mais volumoso que o regato e menos que a ribeira; ribeira, curso de água abundante, menos largo e profundo que um rio; rio, curso de água natural, de extensão mais ou menos considerável, que se desloca de um nível mais elevado para outro mais baixo, aumentando progressivamente seu volume até desaguar noutro rio, numa lagoa, num lago ou no mar; lagoa, lago pouco extenso; lago grande extensão de água cercada de terras; mar, a massa de águas salgadas do globo terrestre, conforme Aurélio.