Quem quer que more ou tenha morado por mais de um ano em Curitiba seguramente ouviu falar em “veranico de maio”.
Aqueles que passaram por um Outono rigoroso fatalmente guardam na memória umas duas semanas de céu claro e calor que interrompem o longo período de cinza e frio.
Morando em Salvador, nesta segunda e terça-feira, 25 e 26, me senti em meio ao veranico de lá, tão prolongado tem sido o período de chuvas este ano por aqui.
E recordei de um poema que escrevi neste período, morando no Jardim das Américas.
Ei-lo:
Enigmática, clara e quente
a tarde de maio começa.
Os Bem-te-vis cantam.
Encantam.
Aprendem a cantar melhor.
Estudam,
ensaiam à sombra das Sibipirunas
da Praça Bento Muçurunga,
o compositor.
